Cor-de-ti
Continuam na retina
Dos meus olhos, os teus
Espelho da alma que mina
A intenção do Adeus
E se acaso perdi
O toque da tua mão
Resta-me a cor-de-ti
Sombra da luz da paixão
Wednesday, January 31, 2007
Friday, January 26, 2007

Foto por Xanix
Asas servem p'ra voar
Para sonhar ou p'ra planar
Visitar, espreitar, espiar
Mil casas do ar
As asas não se vão cortar
Asas são p'ra combater
Num lugar infinito
Num vacuo para ir espiar o ar
Asas são p'ra proteger
Te pintar, não te esquecer
Visitar-te, olhar, espreitar-te
Bem alto do ar
E só quando quiseres pousar
A paixão que te roer
É o amor que vês nascer
Sem prazo, idade de acabar
Não há leis para te prender
Aconteça o que acontecer
Mas só quando quiseres pousar
A paixão que te roer
É o novo amor que vês nascer
Sem prazo, idade de acabar
Mas só quando quiseres pousar
A paixão que te roer
É o amor que vês nascer
Sem prazo, idade de acabar
Não há leis para te prender
Aconteça o que acontecer
Não vejo mais p'ra te prender
Aconteça o que acontecer
Não há leis para te prender
Aconteça o que acontecer
Gnr,Asas Electricas
Tuesday, January 23, 2007
Lua II
A noite é um dia triste
E a Lua um Sol cessante
Vive do brilho e insiste
Em ter nele o seu amante
A Lua que quando aquece
Não queima a pele nem mareia
Só guia quando anoitece
E a noite é de quem vagueia.
"As often times the too resplendent sun
Hurries the pallid and reluctant moon
Back to her somber cave, ere she hath won
A single ballad from the nightingale
So dot thy Beauty make my lips to fail,
And all my sweetest singing out of tune"
Oscar Wilde, Silentium Amoris
A noite é um dia triste
E a Lua um Sol cessante
Vive do brilho e insiste
Em ter nele o seu amante
A Lua que quando aquece
Não queima a pele nem mareia
Só guia quando anoitece
E a noite é de quem vagueia.
"As often times the too resplendent sun
Hurries the pallid and reluctant moon
Back to her somber cave, ere she hath won
A single ballad from the nightingale
So dot thy Beauty make my lips to fail,
And all my sweetest singing out of tune"
Oscar Wilde, Silentium Amoris
Monday, January 15, 2007
Páginas Brancas
Soltam-se páginas brancas
Livres do meu passado
Queria usar-te de novo,
Quero-me imaculado
Quero-te agora mais alta
Com outra cor de cabelo
E que não sintas a falta, amor
Por saber estar a vivê-lo
Quero falar bem mais alto
E ser inconveniente
Que ao olhar do meu palco
Sinta embaraço, de tão sorridente
Quero a lua redonda
Que o Sol poente se ponha de inveja
Saber que há quem se esconda
E quem não saia um minuto que seja
E que sem pressa a cidade
Do rio ao qual cedeu
Espera a identidade,
Do nome de um filho teu
Soltam-se páginas brancas
Livres do meu passado
Queria usar-te de novo,
Quero-me imaculado
Quero-te agora mais alta
Com outra cor de cabelo
E que não sintas a falta, amor
Por saber estar a vivê-lo
Quero falar bem mais alto
E ser inconveniente
Que ao olhar do meu palco
Sinta embaraço, de tão sorridente
Quero a lua redonda
Que o Sol poente se ponha de inveja
Saber que há quem se esconda
E quem não saia um minuto que seja
E que sem pressa a cidade
Do rio ao qual cedeu
Espera a identidade,
Do nome de um filho teu
Friday, January 12, 2007
Meio Tom
Acho que ser meio tom
Deve ter a sua graça
Quem me dera ter o dom
Reclamar para mim o som
Dessa menina que passa
Agarrar nesse refrão
Que esquece quem leva a taça
Fazer dele uma canção
E levá-lo pela mão
Dessa menina que passa
Passeá-lo no num Poema
De um amor desses de Platão
Chovesse em Ipanema
Saísse o Rio de cena
Ela sabendo ou não
Ia agora ser cantada
De verso encadeado
Tinha tudo , não tem nada
Escolheu ser a mal-amada
Foi Bossa e agora é Fado
Acho que ser meio tom
Deve ter a sua graça
Quem me dera ter o dom
Reclamar para mim o som
Dessa menina que passa
Agarrar nesse refrão
Que esquece quem leva a taça
Fazer dele uma canção
E levá-lo pela mão
Dessa menina que passa
Passeá-lo no num Poema
De um amor desses de Platão
Chovesse em Ipanema
Saísse o Rio de cena
Ela sabendo ou não
Ia agora ser cantada
De verso encadeado
Tinha tudo , não tem nada
Escolheu ser a mal-amada
Foi Bossa e agora é Fado
Wednesday, January 03, 2007
Tuesday, January 02, 2007
Batel
Ás vezes sinto que sinto
Ás vezes minto outra vez
Eu não finto
Eu pinto
Aquilo que vês
As letras que eu desenho
Não as vais ler num papel
Das cartas que eu detenho
Desdenho
Qual pintor do seu pincel
Mas não me roubes a mão
Sem ela sou só papel
Resmas largadas no chão
P'ra ser madeira, antes porão
Do teu enorme Batel
"Um por um para o mar passam os barcos
Passam em frente de promontórios e terraços
Cortando as águas lisas como um chão
E todos os deuses são de novo nomeados
Para além das ruínas dos seus templos"
Sophia de Mello Breyner Andresen, Barcos
Ás vezes sinto que sinto
Ás vezes minto outra vez
Eu não finto
Eu pinto
Aquilo que vês
As letras que eu desenho
Não as vais ler num papel
Das cartas que eu detenho
Desdenho
Qual pintor do seu pincel
Mas não me roubes a mão
Sem ela sou só papel
Resmas largadas no chão
P'ra ser madeira, antes porão
Do teu enorme Batel
"Um por um para o mar passam os barcos
Passam em frente de promontórios e terraços
Cortando as águas lisas como um chão
E todos os deuses são de novo nomeados
Para além das ruínas dos seus templos"
Sophia de Mello Breyner Andresen, Barcos
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