All That Jazz
Sem lugar para improvisos
Foi estudada a lição
Com palavras, sem risos
Tens-me na palma da mão
E esse swing, o balanço
De quando é teu o teu espaço
Ver-te olhar para dentro
Ir e vir num compasso
Dá-me agora a nota cheia
Que como eu percebes
Que isto não é para durar
Sorte a tua, grão de areia
Que não por pedir recebes
Todos os dias o Mar
Thursday, January 26, 2006
Friday, January 20, 2006
Consciência
Quão estranho é falar comigo
E assim tentar compreender
Ser meu próprio ombro amigo
Ter-me ensinado a Ler
Qual de nós é mais antigo
Ou, quem viu quem nascer?
Foste tu ou foi comigo
Que aprendeste a perder?
E porque te vais embora?
Partes mas deixas as malas
As que insistes vir buscar
E eu fico à espera da hora
Em que venhas buscá-las
Para não mais voltar.
Quão estranho é falar comigo
E assim tentar compreender
Ser meu próprio ombro amigo
Ter-me ensinado a Ler
Qual de nós é mais antigo
Ou, quem viu quem nascer?
Foste tu ou foi comigo
Que aprendeste a perder?
E porque te vais embora?
Partes mas deixas as malas
As que insistes vir buscar
E eu fico à espera da hora
Em que venhas buscá-las
Para não mais voltar.
Sunday, January 15, 2006

A três passos de tudo
Ensina-me a andar
Como quando eu não sabia
A cair, a levantar
A esquecer a poesia
Devolve-me outra vez o sono
Tudo o que em nós é primário
Deixa-me de mim não ser dono
Apaga-me o abecedário
Tira-me este cheiro imundo
Por cima sai com sabão
Mas como esfrego lá fundo
Onde não chego com a mão?
Lembro passagens de quando
O Universo encerrava
A três passos de tudo
A dois segundos de nada
Ou então não faças nada
Talvez fosse o que fazias
Ali, ficavas calada
Era assim que me perdias.
Sunday, January 08, 2006
La Vie en Rose
Foi o cenário escolhido?
Estava tudo planeado?
O guião, por quem lido?
O meu acto, juro, improvisado.
Viste como a circunstância
Foi afastada por nós?
E o que achas da distância
Chamas-lhe como eu "atroz"?
E a missão que eu trazia,
Como se tornou delicada
Pareceu-me ouvir Poesia
A subida virou escalada
Como ofegavas no fim..
Batias em contratempos
Sei que olhavas para mim
Nem que por curtos momentos
Tenho uma pauta à frente
Vou escrevê-la ao Piano
Quem diz que é universal mente
Tudo agora é Italiano.
Mas não paro por aqui
Vales mais que o que escrevo
Só agora encontrei
O de quatro, o meu trevo.
E se tens anéis nos dedos
É bom que os sacudas
Forcado triste sem medos
Não precisa de ajudas
Espero-te aqui bem cedo
Vem e traz os teus instantes
Junta aos meus o teu segredo
Pr'acabarmos e-migrantes.
Não te quero pra sentir
Quando sopram os meus levantes
Só quero aprender, a rir
Italiano para principiantes.
Foi o cenário escolhido?
Estava tudo planeado?
O guião, por quem lido?
O meu acto, juro, improvisado.
Viste como a circunstância
Foi afastada por nós?
E o que achas da distância
Chamas-lhe como eu "atroz"?
E a missão que eu trazia,
Como se tornou delicada
Pareceu-me ouvir Poesia
A subida virou escalada
Como ofegavas no fim..
Batias em contratempos
Sei que olhavas para mim
Nem que por curtos momentos
Tenho uma pauta à frente
Vou escrevê-la ao Piano
Quem diz que é universal mente
Tudo agora é Italiano.
Mas não paro por aqui
Vales mais que o que escrevo
Só agora encontrei
O de quatro, o meu trevo.
E se tens anéis nos dedos
É bom que os sacudas
Forcado triste sem medos
Não precisa de ajudas
Espero-te aqui bem cedo
Vem e traz os teus instantes
Junta aos meus o teu segredo
Pr'acabarmos e-migrantes.
Não te quero pra sentir
Quando sopram os meus levantes
Só quero aprender, a rir
Italiano para principiantes.
Thursday, December 15, 2005
Como eu descobri a Mágica.
Acordas às dez prás sete
O frio mora para lá do lençol
Tá contigo a mais que tudo
Lá fora o dia ainda é mudo
Mas a previsão era brutal
Saltas fora do teu ninho
E ligas o celular
Expectante rezas baixinho
Até que telefona o Zinho
-"Tá metro e meio tubular".
Apressas a companheira
Que já não quer acreditar
E dirige-se á banheira
Tu topas a sorrateira
E soltas um: -"Sugar...nem pensar."
Descem a escadaria
E ela sempre a atrofiar
Até que tropeça e enfia
O teu "tail" na pedra fria
E ainda um riso deixa escapar
Dá-se a inevitável explosão
Que "não dás para aguentar"
Recorres ao palavrão
Orgulhosa "enfia-te" a mão
E vai pra casa da mãe chorar.
Hoje o pico é todo teu
Surfas até rebentares
Sentes os elementos em reunião
E não ouves o habitual sermão
Quando atrasado chegares
Mais tarde dás-lhe o teu toque
Que ela te fez um faltão
Ela sente o sal no corpo
Resiste, mas dá para o torto.
Agarra-la e..."Ah Leão"
No Natal prá tua prenda
Descem à arrecadação
Adivinhas no seu riso
Vais entrar no paraíso
Ela comprou-te "o" pranchão.
Confessa meio sem graça
Pede desculpas tardias
Ia comprar-te um relógio,
Mas depois do Episódio
Acho q´era isto que querias
Agora vejam amigos
Quão fã sou da "quincadela"
Com Surftech nada acontecia
Surfava nem meio dia
E a mágica nem vê-la!
Acordas às dez prás sete
O frio mora para lá do lençol
Tá contigo a mais que tudo
Lá fora o dia ainda é mudo
Mas a previsão era brutal
Saltas fora do teu ninho
E ligas o celular
Expectante rezas baixinho
Até que telefona o Zinho
-"Tá metro e meio tubular".
Apressas a companheira
Que já não quer acreditar
E dirige-se á banheira
Tu topas a sorrateira
E soltas um: -"Sugar...nem pensar."
Descem a escadaria
E ela sempre a atrofiar
Até que tropeça e enfia
O teu "tail" na pedra fria
E ainda um riso deixa escapar
Dá-se a inevitável explosão
Que "não dás para aguentar"
Recorres ao palavrão
Orgulhosa "enfia-te" a mão
E vai pra casa da mãe chorar.
Hoje o pico é todo teu
Surfas até rebentares
Sentes os elementos em reunião
E não ouves o habitual sermão
Quando atrasado chegares
Mais tarde dás-lhe o teu toque
Que ela te fez um faltão
Ela sente o sal no corpo
Resiste, mas dá para o torto.
Agarra-la e..."Ah Leão"
No Natal prá tua prenda
Descem à arrecadação
Adivinhas no seu riso
Vais entrar no paraíso
Ela comprou-te "o" pranchão.
Confessa meio sem graça
Pede desculpas tardias
Ia comprar-te um relógio,
Mas depois do Episódio
Acho q´era isto que querias
Agora vejam amigos
Quão fã sou da "quincadela"
Com Surftech nada acontecia
Surfava nem meio dia
E a mágica nem vê-la!
Sunday, December 11, 2005
Afirmas que brigámos. Que foi grave.
Que o que dissemos já não tem perdão.
Que vias deixar aí a tua chave
Que vais á cave içar o teu malão.
Mas como destrinchar os nossos bens?
Que livro? Que lembrança? Que papel?
Os meus olhos bem vês, és tu que os tens.
Não te devolvo- é minha!- a tua pele.
Achei até um sonho, já muito velho,
Não sei se o queres levar, já está no fio.
E o teu casaco roto, aquele vermelho,
Que eu costumo usar quando está frio?
E a planta que eu comprei e tu regavas?
E o sol que dá no quarto de manhã?
É meu o teu cachorro que eu tratava?
É teu o meu canteiro de hortelã?
A qual de nós pertence este destino?
Este beijo era meu? Ou já não era?
E o que faço das praias que não vimos?
Das marés que estão lá à nossa espera?
Dividimos ao meio as madrugadas?
E a falésia das tardes de Novembro?
E as sonatas que ouvimos de mãos dadas?
De quem é esta briga? Não me lembro.
Rosa Lobato Faria
Que o que dissemos já não tem perdão.
Que vias deixar aí a tua chave
Que vais á cave içar o teu malão.
Mas como destrinchar os nossos bens?
Que livro? Que lembrança? Que papel?
Os meus olhos bem vês, és tu que os tens.
Não te devolvo- é minha!- a tua pele.
Achei até um sonho, já muito velho,
Não sei se o queres levar, já está no fio.
E o teu casaco roto, aquele vermelho,
Que eu costumo usar quando está frio?
E a planta que eu comprei e tu regavas?
E o sol que dá no quarto de manhã?
É meu o teu cachorro que eu tratava?
É teu o meu canteiro de hortelã?
A qual de nós pertence este destino?
Este beijo era meu? Ou já não era?
E o que faço das praias que não vimos?
Das marés que estão lá à nossa espera?
Dividimos ao meio as madrugadas?
E a falésia das tardes de Novembro?
E as sonatas que ouvimos de mãos dadas?
De quem é esta briga? Não me lembro.
Rosa Lobato Faria
Wednesday, December 07, 2005
Tuesday, November 22, 2005
Monday, November 14, 2005
Tá a sair bem , sabe?
Enquanto espero pela minha vez
Acho-me na África d´outro
Não escurece a minha tez
Nem passa a Búfalo o Touro.
Mas há betume a queimar-me os pés
Fazem falta as cores primárias
E só vejo um sentido
Nas cidades portuárias
Mas, cedeu a bússola ao sal?
Corroeu-se o mecanismo?
Um Polo uniu-se ao outro,
E formaram localismo?
Porque só para Sul aponta,
Esta agulha "de idade"?
Já só faltava aquilo
mas..."tá a sair bem,sabe?".
Enquanto espero pela minha vez
Acho-me na África d´outro
Não escurece a minha tez
Nem passa a Búfalo o Touro.
Mas há betume a queimar-me os pés
Fazem falta as cores primárias
E só vejo um sentido
Nas cidades portuárias
Mas, cedeu a bússola ao sal?
Corroeu-se o mecanismo?
Um Polo uniu-se ao outro,
E formaram localismo?
Porque só para Sul aponta,
Esta agulha "de idade"?
Já só faltava aquilo
mas..."tá a sair bem,sabe?".
Sunday, November 13, 2005
A Empresária e o Surfista:)
Foi tão bom saber que ainda me amas.
E é bom voltar a vivê-lo
A ti também, mas é o apelo
Que me move
De que tinha falta
Escrevê-lo.
Foi bom saber que ainda sinto.
E saber que quando minto
Não o faço em vão
Não sei para onde vou
Mas quando apontar
Haja convicção.
Lembras-te de quando o tempo
Parava para haver confissão
Percebes que perdê-lo,
É que me faz andar
Ou não?
Lembras do nosso canto?
Não, não é o lugar
Pejado de ti
Que sabia a mar
São aqueles segundos
Quando o verbo era dar.
Não é assim tão difícil
Para quê tanta questão?
Não nos perdemos a meio
Ganhámo-nos no fim
Quer tu queiras
Quer não.
Foi tão bom saber que ainda me amas.
E é bom voltar a vivê-lo
A ti também, mas é o apelo
Que me move
De que tinha falta
Escrevê-lo.
Foi bom saber que ainda sinto.
E saber que quando minto
Não o faço em vão
Não sei para onde vou
Mas quando apontar
Haja convicção.
Lembras-te de quando o tempo
Parava para haver confissão
Percebes que perdê-lo,
É que me faz andar
Ou não?
Lembras do nosso canto?
Não, não é o lugar
Pejado de ti
Que sabia a mar
São aqueles segundos
Quando o verbo era dar.
Não é assim tão difícil
Para quê tanta questão?
Não nos perdemos a meio
Ganhámo-nos no fim
Quer tu queiras
Quer não.
Wednesday, November 09, 2005
Thursday, October 20, 2005
Wednesday, September 14, 2005
As conversas cruzadas
Aqui ecoam perdidas
Contam historias mal passadas
De vidas tão bem contadas
Sendo que não são vividas
Ouço versos declamados
Por vidas de mal amados
De Poemas que são escritos
Contam que foram vividos
Em tempos de troca o passo.
Não ouço gritos
Só risos
São Fados, escritos
Cantados.
Ouço um velho Almirante
Que de olhar penetrante
Saca da leve da sacola
O livro da quarta escola
E entra assim de rompante:
Olhe, "minha Puta rainha"
Digo-lhe a si cara minha
Era termo respeitante
Em tempo de meu Comandante
Á virilidade que tinha
A mulher no seu quadrante
Não ouço gritos
Só risos
São fados , escritos
Cantados
...
Aqui ecoam perdidas
Contam historias mal passadas
De vidas tão bem contadas
Sendo que não são vividas
Ouço versos declamados
Por vidas de mal amados
De Poemas que são escritos
Contam que foram vividos
Em tempos de troca o passo.
Não ouço gritos
Só risos
São Fados, escritos
Cantados.
Ouço um velho Almirante
Que de olhar penetrante
Saca da leve da sacola
O livro da quarta escola
E entra assim de rompante:
Olhe, "minha Puta rainha"
Digo-lhe a si cara minha
Era termo respeitante
Em tempo de meu Comandante
Á virilidade que tinha
A mulher no seu quadrante
Não ouço gritos
Só risos
São fados , escritos
Cantados
...
Thursday, September 08, 2005
Sunday, July 10, 2005
Wednesday, June 01, 2005
Friday, April 22, 2005
Diário da Conspiração
Facto: Nos últimos 10 anos instalou-se em Lisboa uma comunidade de 14 000 indviduos de raça Chinesa. Existem nos registos de óbito, no mesmo periodo, de 41 000 indivuduos de nacionalidade estrangeira. 2 são Chineses.
Questão : Mé quié?
Conspiração : Canibalismo na porta ao lado?
Sugestão/Dica : Liberta o repórter/detective/anhado que se agita dentro de ti e saca a . a historia da tua vida...
Facto: Nos últimos 10 anos instalou-se em Lisboa uma comunidade de 14 000 indviduos de raça Chinesa. Existem nos registos de óbito, no mesmo periodo, de 41 000 indivuduos de nacionalidade estrangeira. 2 são Chineses.
Questão : Mé quié?
Conspiração : Canibalismo na porta ao lado?
Sugestão/Dica : Liberta o repórter/detective/anhado que se agita dentro de ti e saca a . a historia da tua vida...
Monday, April 11, 2005
retrato
Preparava-se para dormir. Depois de enrolar mais um cigarro, certo de que este seria o último, David, procurava de comando na mão a companhia que este, depois de aceso, reclamava. Por entre as fumaças espaçadas que envolviam o feixe de luz que irrompia do televisor, reparava numa fotografia de Noah. Sabia que não o tinha feito espontaneamente. Já reparara nela na noite anterior. E na outra. De facto vinha a convencer-se de que vivia a sua união dividida entre aquela com quem se deitava todas as noites desde á nove anos á altura e uma outra, escondida por detrás da transparência de um rectângulo de vidro encaixado na moldura. Uma cuja óptica cansada de um posto de auto-retratos perdido algures no meio da cidade tinha, esses mesmos nove anos antes, eternizado para si. Uma cuja imagem se encerrava em si mesma e que não se tinha submetido a quase uma década de despertares, desapontamentos, concretizações, paixões,e a casos de orgulhos feridos mal curados. Uma que teimava em não despir o casaco de pele coçada ou de trocar as pulseiras que energicamente agitava no ar, e insistia no mesmíssimo sorriso virgem de sempre. A outra, deitada dormia no quarto ao lado, como na noite anterior. E na outra. Amor á primeira vista. Pelas duas.
Preparava-se para dormir. Depois de enrolar mais um cigarro, certo de que este seria o último, David, procurava de comando na mão a companhia que este, depois de aceso, reclamava. Por entre as fumaças espaçadas que envolviam o feixe de luz que irrompia do televisor, reparava numa fotografia de Noah. Sabia que não o tinha feito espontaneamente. Já reparara nela na noite anterior. E na outra. De facto vinha a convencer-se de que vivia a sua união dividida entre aquela com quem se deitava todas as noites desde á nove anos á altura e uma outra, escondida por detrás da transparência de um rectângulo de vidro encaixado na moldura. Uma cuja óptica cansada de um posto de auto-retratos perdido algures no meio da cidade tinha, esses mesmos nove anos antes, eternizado para si. Uma cuja imagem se encerrava em si mesma e que não se tinha submetido a quase uma década de despertares, desapontamentos, concretizações, paixões,e a casos de orgulhos feridos mal curados. Uma que teimava em não despir o casaco de pele coçada ou de trocar as pulseiras que energicamente agitava no ar, e insistia no mesmíssimo sorriso virgem de sempre. A outra, deitada dormia no quarto ao lado, como na noite anterior. E na outra. Amor á primeira vista. Pelas duas.
Tuesday, December 28, 2004
Ouço-te agora riscada
Soluços, meros soluços
Que me trazem a melodia original
E leio-te agora
Nas páginas que o progresso não deixa amarelar
Também te vejo, em cada lugar comum
E noutros
Tocas-me numa história
Das que começam a meio
Nas quais adormecias ao meu lado
Começou para não acabar
Mas não terá tudo um fim?
Diz-me que sim.
Soluços, meros soluços
Que me trazem a melodia original
E leio-te agora
Nas páginas que o progresso não deixa amarelar
Também te vejo, em cada lugar comum
E noutros
Tocas-me numa história
Das que começam a meio
Nas quais adormecias ao meu lado
Começou para não acabar
Mas não terá tudo um fim?
Diz-me que sim.
Thursday, June 17, 2004
Conversas banais escondem-me de tudo
Represento um surdo mudo
Represento tudo
Tudo
Perco-me em poesias
putas ironias verdadeiras
rebento com as primeiras
e depois?
depois?
ficaram somente as videiras
que todo o néctar que sorvi
foi das rameiras
puras piranhices trapaceiras
que não só enganam quem quer
como a mulher que vier
pagará como as primeiras.
Represento um surdo mudo
Represento tudo
Tudo
Perco-me em poesias
putas ironias verdadeiras
rebento com as primeiras
e depois?
depois?
ficaram somente as videiras
que todo o néctar que sorvi
foi das rameiras
puras piranhices trapaceiras
que não só enganam quem quer
como a mulher que vier
pagará como as primeiras.
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