As conversas cruzadas
Aqui ecoam perdidas
Contam historias mal passadas
De vidas tão bem contadas
Sendo que não são vividas
Ouço versos declamados
Por vidas de mal amados
De Poemas que são escritos
Contam que foram vividos
Em tempos de troca o passo.
Não ouço gritos
Só risos
São Fados, escritos
Cantados.
Ouço um velho Almirante
Que de olhar penetrante
Saca da leve da sacola
O livro da quarta escola
E entra assim de rompante:
Olhe, "minha Puta rainha"
Digo-lhe a si cara minha
Era termo respeitante
Em tempo de meu Comandante
Á virilidade que tinha
A mulher no seu quadrante
Não ouço gritos
Só risos
São fados , escritos
Cantados
...
Wednesday, September 14, 2005
Thursday, September 08, 2005
Sunday, July 10, 2005
Wednesday, June 01, 2005
Friday, April 22, 2005
Diário da Conspiração
Facto: Nos últimos 10 anos instalou-se em Lisboa uma comunidade de 14 000 indviduos de raça Chinesa. Existem nos registos de óbito, no mesmo periodo, de 41 000 indivuduos de nacionalidade estrangeira. 2 são Chineses.
Questão : Mé quié?
Conspiração : Canibalismo na porta ao lado?
Sugestão/Dica : Liberta o repórter/detective/anhado que se agita dentro de ti e saca a . a historia da tua vida...
Facto: Nos últimos 10 anos instalou-se em Lisboa uma comunidade de 14 000 indviduos de raça Chinesa. Existem nos registos de óbito, no mesmo periodo, de 41 000 indivuduos de nacionalidade estrangeira. 2 são Chineses.
Questão : Mé quié?
Conspiração : Canibalismo na porta ao lado?
Sugestão/Dica : Liberta o repórter/detective/anhado que se agita dentro de ti e saca a . a historia da tua vida...
Monday, April 11, 2005
retrato
Preparava-se para dormir. Depois de enrolar mais um cigarro, certo de que este seria o último, David, procurava de comando na mão a companhia que este, depois de aceso, reclamava. Por entre as fumaças espaçadas que envolviam o feixe de luz que irrompia do televisor, reparava numa fotografia de Noah. Sabia que não o tinha feito espontaneamente. Já reparara nela na noite anterior. E na outra. De facto vinha a convencer-se de que vivia a sua união dividida entre aquela com quem se deitava todas as noites desde á nove anos á altura e uma outra, escondida por detrás da transparência de um rectângulo de vidro encaixado na moldura. Uma cuja óptica cansada de um posto de auto-retratos perdido algures no meio da cidade tinha, esses mesmos nove anos antes, eternizado para si. Uma cuja imagem se encerrava em si mesma e que não se tinha submetido a quase uma década de despertares, desapontamentos, concretizações, paixões,e a casos de orgulhos feridos mal curados. Uma que teimava em não despir o casaco de pele coçada ou de trocar as pulseiras que energicamente agitava no ar, e insistia no mesmíssimo sorriso virgem de sempre. A outra, deitada dormia no quarto ao lado, como na noite anterior. E na outra. Amor á primeira vista. Pelas duas.
Preparava-se para dormir. Depois de enrolar mais um cigarro, certo de que este seria o último, David, procurava de comando na mão a companhia que este, depois de aceso, reclamava. Por entre as fumaças espaçadas que envolviam o feixe de luz que irrompia do televisor, reparava numa fotografia de Noah. Sabia que não o tinha feito espontaneamente. Já reparara nela na noite anterior. E na outra. De facto vinha a convencer-se de que vivia a sua união dividida entre aquela com quem se deitava todas as noites desde á nove anos á altura e uma outra, escondida por detrás da transparência de um rectângulo de vidro encaixado na moldura. Uma cuja óptica cansada de um posto de auto-retratos perdido algures no meio da cidade tinha, esses mesmos nove anos antes, eternizado para si. Uma cuja imagem se encerrava em si mesma e que não se tinha submetido a quase uma década de despertares, desapontamentos, concretizações, paixões,e a casos de orgulhos feridos mal curados. Uma que teimava em não despir o casaco de pele coçada ou de trocar as pulseiras que energicamente agitava no ar, e insistia no mesmíssimo sorriso virgem de sempre. A outra, deitada dormia no quarto ao lado, como na noite anterior. E na outra. Amor á primeira vista. Pelas duas.
Tuesday, December 28, 2004
Ouço-te agora riscada
Soluços, meros soluços
Que me trazem a melodia original
E leio-te agora
Nas páginas que o progresso não deixa amarelar
Também te vejo, em cada lugar comum
E noutros
Tocas-me numa história
Das que começam a meio
Nas quais adormecias ao meu lado
Começou para não acabar
Mas não terá tudo um fim?
Diz-me que sim.
Soluços, meros soluços
Que me trazem a melodia original
E leio-te agora
Nas páginas que o progresso não deixa amarelar
Também te vejo, em cada lugar comum
E noutros
Tocas-me numa história
Das que começam a meio
Nas quais adormecias ao meu lado
Começou para não acabar
Mas não terá tudo um fim?
Diz-me que sim.
Thursday, June 17, 2004
Conversas banais escondem-me de tudo
Represento um surdo mudo
Represento tudo
Tudo
Perco-me em poesias
putas ironias verdadeiras
rebento com as primeiras
e depois?
depois?
ficaram somente as videiras
que todo o néctar que sorvi
foi das rameiras
puras piranhices trapaceiras
que não só enganam quem quer
como a mulher que vier
pagará como as primeiras.
Represento um surdo mudo
Represento tudo
Tudo
Perco-me em poesias
putas ironias verdadeiras
rebento com as primeiras
e depois?
depois?
ficaram somente as videiras
que todo o néctar que sorvi
foi das rameiras
puras piranhices trapaceiras
que não só enganam quem quer
como a mulher que vier
pagará como as primeiras.
Friday, May 21, 2004
Thursday, February 05, 2004
Diz-me que nasceste outra vez
Que a condutividade da embriaguez é brutal
Que só tiveste espaço para um
E que nenhum se instalou assim
Diz me que sim
Porque sim
Porque não houve explicação
E nem a razão
Traidora e serviçal
Parece ser solução
Nem o tempo
O antes ou depois
Te assalta a intenção
Só imaginação
Desconheces pára-raios
Pára-quedas são em vão
Se houver que pisar em falso
Só chão.
Que a condutividade da embriaguez é brutal
Que só tiveste espaço para um
E que nenhum se instalou assim
Diz me que sim
Porque sim
Porque não houve explicação
E nem a razão
Traidora e serviçal
Parece ser solução
Nem o tempo
O antes ou depois
Te assalta a intenção
Só imaginação
Desconheces pára-raios
Pára-quedas são em vão
Se houver que pisar em falso
Só chão.
Wednesday, January 28, 2004
Tuesday, January 27, 2004
Friday, January 23, 2004
Ah!
Mais um.
E tão evidente...
Este "Noit´" foi tudo menos convincente.
Frio foi.
Falso não.
Incompetente.
E francamente,
Sinto quando uma mala parte para lugar nenhum.
Uma mala.
Nenhum.
Foram três ao todo.
Os que vi.
Os que senti.
E a ti.
Do outro lado.
O segundo,
Sim, porque nenhuma ordem me é imperativa...
O segundo,
Não sei se por alusão temporal, foi fugaz.
1 segundo.
O segundo.
O primeiro esqueci.
Mas conta.
Mais um.
E tão evidente...
Este "Noit´" foi tudo menos convincente.
Frio foi.
Falso não.
Incompetente.
E francamente,
Sinto quando uma mala parte para lugar nenhum.
Uma mala.
Nenhum.
Foram três ao todo.
Os que vi.
Os que senti.
E a ti.
Do outro lado.
O segundo,
Sim, porque nenhuma ordem me é imperativa...
O segundo,
Não sei se por alusão temporal, foi fugaz.
1 segundo.
O segundo.
O primeiro esqueci.
Mas conta.
Thursday, January 22, 2004
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