Diário da Conspiração
Facto: Nos últimos 10 anos instalou-se em Lisboa uma comunidade de 14 000 indviduos de raça Chinesa. Existem nos registos de óbito, no mesmo periodo, de 41 000 indivuduos de nacionalidade estrangeira. 2 são Chineses.
Questão : Mé quié?
Conspiração : Canibalismo na porta ao lado?
Sugestão/Dica : Liberta o repórter/detective/anhado que se agita dentro de ti e saca a . a historia da tua vida...
Friday, April 22, 2005
Monday, April 11, 2005
retrato
Preparava-se para dormir. Depois de enrolar mais um cigarro, certo de que este seria o último, David, procurava de comando na mão a companhia que este, depois de aceso, reclamava. Por entre as fumaças espaçadas que envolviam o feixe de luz que irrompia do televisor, reparava numa fotografia de Noah. Sabia que não o tinha feito espontaneamente. Já reparara nela na noite anterior. E na outra. De facto vinha a convencer-se de que vivia a sua união dividida entre aquela com quem se deitava todas as noites desde á nove anos á altura e uma outra, escondida por detrás da transparência de um rectângulo de vidro encaixado na moldura. Uma cuja óptica cansada de um posto de auto-retratos perdido algures no meio da cidade tinha, esses mesmos nove anos antes, eternizado para si. Uma cuja imagem se encerrava em si mesma e que não se tinha submetido a quase uma década de despertares, desapontamentos, concretizações, paixões,e a casos de orgulhos feridos mal curados. Uma que teimava em não despir o casaco de pele coçada ou de trocar as pulseiras que energicamente agitava no ar, e insistia no mesmíssimo sorriso virgem de sempre. A outra, deitada dormia no quarto ao lado, como na noite anterior. E na outra. Amor á primeira vista. Pelas duas.
Preparava-se para dormir. Depois de enrolar mais um cigarro, certo de que este seria o último, David, procurava de comando na mão a companhia que este, depois de aceso, reclamava. Por entre as fumaças espaçadas que envolviam o feixe de luz que irrompia do televisor, reparava numa fotografia de Noah. Sabia que não o tinha feito espontaneamente. Já reparara nela na noite anterior. E na outra. De facto vinha a convencer-se de que vivia a sua união dividida entre aquela com quem se deitava todas as noites desde á nove anos á altura e uma outra, escondida por detrás da transparência de um rectângulo de vidro encaixado na moldura. Uma cuja óptica cansada de um posto de auto-retratos perdido algures no meio da cidade tinha, esses mesmos nove anos antes, eternizado para si. Uma cuja imagem se encerrava em si mesma e que não se tinha submetido a quase uma década de despertares, desapontamentos, concretizações, paixões,e a casos de orgulhos feridos mal curados. Uma que teimava em não despir o casaco de pele coçada ou de trocar as pulseiras que energicamente agitava no ar, e insistia no mesmíssimo sorriso virgem de sempre. A outra, deitada dormia no quarto ao lado, como na noite anterior. E na outra. Amor á primeira vista. Pelas duas.
Tuesday, December 28, 2004
Ouço-te agora riscada
Soluços, meros soluços
Que me trazem a melodia original
E leio-te agora
Nas páginas que o progresso não deixa amarelar
Também te vejo, em cada lugar comum
E noutros
Tocas-me numa história
Das que começam a meio
Nas quais adormecias ao meu lado
Começou para não acabar
Mas não terá tudo um fim?
Diz-me que sim.
Soluços, meros soluços
Que me trazem a melodia original
E leio-te agora
Nas páginas que o progresso não deixa amarelar
Também te vejo, em cada lugar comum
E noutros
Tocas-me numa história
Das que começam a meio
Nas quais adormecias ao meu lado
Começou para não acabar
Mas não terá tudo um fim?
Diz-me que sim.
Thursday, June 17, 2004
Conversas banais escondem-me de tudo
Represento um surdo mudo
Represento tudo
Tudo
Perco-me em poesias
putas ironias verdadeiras
rebento com as primeiras
e depois?
depois?
ficaram somente as videiras
que todo o néctar que sorvi
foi das rameiras
puras piranhices trapaceiras
que não só enganam quem quer
como a mulher que vier
pagará como as primeiras.
Represento um surdo mudo
Represento tudo
Tudo
Perco-me em poesias
putas ironias verdadeiras
rebento com as primeiras
e depois?
depois?
ficaram somente as videiras
que todo o néctar que sorvi
foi das rameiras
puras piranhices trapaceiras
que não só enganam quem quer
como a mulher que vier
pagará como as primeiras.
Friday, May 21, 2004
Thursday, February 05, 2004
Diz-me que nasceste outra vez
Que a condutividade da embriaguez é brutal
Que só tiveste espaço para um
E que nenhum se instalou assim
Diz me que sim
Porque sim
Porque não houve explicação
E nem a razão
Traidora e serviçal
Parece ser solução
Nem o tempo
O antes ou depois
Te assalta a intenção
Só imaginação
Desconheces pára-raios
Pára-quedas são em vão
Se houver que pisar em falso
Só chão.
Que a condutividade da embriaguez é brutal
Que só tiveste espaço para um
E que nenhum se instalou assim
Diz me que sim
Porque sim
Porque não houve explicação
E nem a razão
Traidora e serviçal
Parece ser solução
Nem o tempo
O antes ou depois
Te assalta a intenção
Só imaginação
Desconheces pára-raios
Pára-quedas são em vão
Se houver que pisar em falso
Só chão.
Wednesday, January 28, 2004
Tuesday, January 27, 2004
Friday, January 23, 2004
Ah!
Mais um.
E tão evidente...
Este "Noit´" foi tudo menos convincente.
Frio foi.
Falso não.
Incompetente.
E francamente,
Sinto quando uma mala parte para lugar nenhum.
Uma mala.
Nenhum.
Foram três ao todo.
Os que vi.
Os que senti.
E a ti.
Do outro lado.
O segundo,
Sim, porque nenhuma ordem me é imperativa...
O segundo,
Não sei se por alusão temporal, foi fugaz.
1 segundo.
O segundo.
O primeiro esqueci.
Mas conta.
Mais um.
E tão evidente...
Este "Noit´" foi tudo menos convincente.
Frio foi.
Falso não.
Incompetente.
E francamente,
Sinto quando uma mala parte para lugar nenhum.
Uma mala.
Nenhum.
Foram três ao todo.
Os que vi.
Os que senti.
E a ti.
Do outro lado.
O segundo,
Sim, porque nenhuma ordem me é imperativa...
O segundo,
Não sei se por alusão temporal, foi fugaz.
1 segundo.
O segundo.
O primeiro esqueci.
Mas conta.
Thursday, January 22, 2004
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